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WORLD FEDERATION OF NEUROSURGICAL SOCIETIES POST GRADUATE COURSE
XI CONGRESSO DA ACADEMIA BRASILEIRA DE NEUROCIRURGIA
2005 – CAMPOS DO JORDÃO
submetidos a procedimentos neuroendoscópicos puros para biópsia
e/ou ressecção das lesões. Resultado: A faixa etária variou de 1 a
63 anos, sendo 30 pacientes do gênero masculino e 15 do gênero
feminino. A etiologia das neoplasias foi majoritariamente composta por
astrocitomas, germinomas, craniofaringeomas e tumores epidermóides.
Dez pacientes foram submetidos, posteriormente, à craniotomia para
ressecção microcirúrgica de resíduos tumorais. A taxa de complicações
foi extremamente baixa, não se observando seqüelas decorrentes do
procedimento. Conclusão: A utilização da neuroendoscopia mostrou-se
útil e segura. Foram realizadas biópsias e ressecções tumorais, além do
tratamento da hidrocefalia quando presente.
Paraganglioma da região para-selar: relato de
caso e revisão da literatura
Guimarães Filho FAV, Melo JGSP, Melo PMP, Guimarães MD,
Stávale JN, Braga FM
Disciplina de Neurocirurgia da Universidade Federal de São Paulo
Objetivos: Os paragangliomas são tumores neuroectodérmicos, usualmente bem diferenciados, cujo acometimento primário do sistema
nervoso central é raro. O comprometimento encefálico faz-se na imensa
maioria das vezes pela extensão intracraniana de tumores do glomus
jugular. No entanto, paragangliomas puramente intracranianos têm sido
descritos ao longo dos anos em locais onde não se espera encontrar
tecido paragangliônico, como a glândula pineal e a região para-selar.
Métodos: Relataremos o caso de uma paciente do sexo feminino, 38
anos de idade, com diagnóstico de tumor na região para-selar, submetida a tratamento microcirúrgico, cujo diagnóstico histopatológico
e imuno-histoquímico foi compatível com paraganglioma. A revisão
da literatura foi proferida através de pesquisa no banco de dados da
MedLine e do PubMed. Resultados: Os aspectos pré, intra e pósoperatórios observados, neste caso, foram bastante semelhantes aos
de outros casos descritos na literatura, com ênfase à difícil hemostasia
intra-operatória e às nuances envolvidas no diagnóstico histopatológico. Conclusões: Com os enormes avanços obtidos recentemente
no campo da imuno-histoquímica, o diagnóstico de paragangliomas
para-selares deve ser considerado, principalmente, naqueles casos em
que o aspecto de imagem radiológica é sugestivo de macro-adenoma
hipofisário ou meningioma.
Displasia fibrosa de crânio em linha média:
relato de caso e revisão de literatura
Guimarães MD, Loduca RDS, Gomes FL, Onishi FJ, Cavalheiro S
Neurocirurgia Universidade Federal de São Paulo
Objetivo: Relatar o caso de uma criança, do gênero feminino, tratada
neste serviço e proceder à revisão da literatura. Método: Paciente com
abaulamento na linha média do crânio que se estendia da glabela até a
região interparietal. Os exames de imagem evidenciaram acometimento
da tábua óssea externa e da díploe, sem extensão intracraniana. Foi submetida a tratamento cirúrgico com incisão bi-coronal, exposição de toda
a lesão e exérese subtotal, preservando-se a tábua interna. Resultado:
Foi obtido bom resultado estético, restando pequeno abaulamento na
J Bras Neurocirurg 16(3)93-143, 2005
região do osso nasal. Conclusão: A displasia fibrosa caracteriza-se por
proliferação intra-óssea de tecido conectivo, com aumento da espessura
do osso. Nas formas mais freqüentes acomete a base do crânio, e em
alguns casos (35%) pode acometer a região frontal. Nesta paciente, ao
se realizar o tratamento cirúrgico, pôde-se atingir resultado estético
satisfatório com melhora da auto-estima.
Meningioma em placa da asa esfenoidal: análise
retrospectiva de 12 casos
Guimarães MD, Guimarães Filho FAV, Loduca RDS, Paiva Neto MA, Tella Jr OI
Neurocirurgia Universidade Federal de São Paulo
Objetivo: Relatar experiência no tratamento cirúrgico de 12 pacientes
portadores de meningioma em placa da asa do esfenóide. Método: Estudo retrospectivo de 12 casos submetidos à craniotomia frontotemporal,
ressecção do tumor, de todo osso hiperostótico e dura-máter infiltrada,
excetuando tumor invadindo seio cavernoso ou fissura orbitária superior
seguindo-se de plástica dural e cranioplastia, no período de janeiro de
1995 a dezembro de 2004. Resultado: Dez casos pertencentes ao gênero
feminino e dois ao gênero masculino. Todos os pacientes apresentaram
proptose indolor como manifestação inicial. A ressecção foi considerada
grau I de Simpson em nove casos e em três casos grau IV devido à invasão do seio cavernoso. Quatro pacientes apresentaram fístula liquórica
que melhorou após tratamento com dreno lombar. Um paciente evoluiu
para óbito no pós-operatório por tromboembolismo pulmonar. Todos
os pacientes apresentaram melhora da proptose. Houve dois casos que
evoluíram com recidiva no seguimento que durou de seis meses a dez
anos, os quais foram submetidos à nova abordagem cirúrgica. Conclusão:
O tratamento precoce deve sempre ser considerado neste tipo de patologia, pois pode permitir ressecção de todo o osso envolvido prevenindo
recidiva. Quando houver envolvimento da fissura orbitária superior ou
do seio cavernoso pelo tumor a ressecção subtotal com descompressão
dos forames da base do crânio deve ser a meta objetivada.
Tumor epidermoide acometendo região
órbito-pterional direita
Guimarães MD, Gomes FL, Onishi FJ, Yunes RM, Paiva Neto MA, Tella Jr OI
Neurocirurgia Universidade Federal de São Paulo
Objetivo: Relatar caso de uma paciente do gênero feminino com tumor
epidermóide órbito-pterional à direita, tratada neste serviço, proceder à
revisão literária e discutir diagnósticos diferenciais. Método: Paciente com
abaulamento progressivo temporo-orbital à direita, epífora, sem alterações
de nervos cranianos, exames de imagem evidenciaram lesão osteolítica
acometendo parede lateral e teto da órbita direita, estendendo-se para
fossas anterior e média, com realce heterogêneo com meio de contraste.
Foi submetida à exérese total da lesão e cranioplastia, na qual observou-se
lesão de aspecto perláceo, disposta em camadas, sem infiltração de tecidos
adjacentes e com nítido plano de clivagem. Resultado: Exame anatomopatológico evidenciou colesteatoma, a paciente evoluiu sem déficits e mantém
acompanhamento ambulatorial. Conclusão: O diagnóstico diferencial de
lesões intra-ósseas do crânio podem representar importante desafio, porém
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